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200 recursos e ferramentas para as TIC na aula

Já pensou em ter disponível 200 recursos e ferramentas para integrar as Tecnologias na sala de aula?
Pois agora está fácil.... Basta clicar neste link do Mapa Conceitual compilado no Coogle (ferramenta para mapas conceituais) por Raul Santiago e divertir-se!

mapa mental sobre recursos e ferramentas



Em tempos de Taxonomia...e Objetivos de Aprendizagem

What a hell ... ?

"Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein = "para classificar" e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar, cf "economia"), primeiramente, foi definida como a ciência de classificar organismos vivos (alpha taxonomy), mas mais tarde a palavra foi aplicada em um sentido mais abrangente, podendo aplicar-se a uma classificação de coisas ou aos princípios subjacentes da classificação. Quase tudo - objetos animados, inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico.(...) " Wikipedia

Hum....portanto, tudo é passível de ser "taxonomizado" ... Será?

Em tempos de Tecnologias, Gestão do Conhecimento, Aprendizagem... por que utilizar taxonomias???

"A taxonomia é um sistema para classificar e facilitar o acesso à informação, e que tem como objetivos: representar conceitos através de termos; agilizar a comunicação entre especialistas e entre especialistas e outros públicos; encontrar o consenso; propor formas de controle da diversidade de significação; e oferecer um mapa de área que servirá como guia em processos de conhecimento. É portanto, um vocabulário controlado de uma determinada área do conhecimento, e acima de tudo um instrumento ou elemento de estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema, de maneira lógica." (Taxonomia: elemento fundamental para a Gestão do Conhecimento - Biblioteca Terra Fórum) .


Mas sobre Tecnologias e Gestão do Conhecimento, falaremos depois....Falemos antes sobre ação e aprendizagem!


Na década de 1950, uma equipe multidisciplinar liderada por Benjamin Bloom (importante psicólogo e pedagogo americano) desenvolveu uma taxonomia, classificando os objetivos de aprendizagem, dividindo o campo de trabalho em três dimensões que se inter-relacionam:
  1. a dimensão cognitiva - ligada ao saber, (atualmente vista como os objetivos conceituais - segundo Antoni Zabala)
  2. a dimensão psicomotora - ligada às ações físicas (objetivos procedimentais - idem)
  3. a dimensão afetiva - ligada a posturas e sentimentos (objetivos atitudinais - idem)
Bloom nunca chegou a desenvolver a dimensão psicomotora da Taxonomia, mas outros especialistas o fizeram (como Anita Harrow, 1972), além de outros teóricos contemporâneos, que trouxeram novas roupagens para a taxonomia, como o Zabala e Perrenoud. A Taxonomia de Bloom, foi (e é ainda hoje!) criticada por alguns educadores por ter nascido em berço comportamentalista, mas ainda é utilizada como um referencial conceitual no planejamento das atividades de aprendizagem. E se bem utilizada em um planejamento de atividades de aprendizagem, tem muito a contribuir! Lembrem-se, Bloom não classificou as crianças e jovens, mas os objetivos de aprendizagem!!! ;)

Entende-se que para a aprendizagem ser efetiva, deve contemplar simultaneamente as três dimensões dos objetivos e os últimos estágios de cada um deles, visto que estão subdivididos em etapas.

Para entender melhor essa taxonomia, elaborei um mapa conceitual (excelente ferramenta para "taxonomizar" ideias, conceitos e proposições) com as principais dimensões dos objetivos e as subdivisões esperadas pelo aprendente em cada uma delas.

Para ver o mapa, clique na imagem e, se necessário, dê zoom!!
A Taxonomia de Bloom é uma ferramenta fundamental para educadores porque:
  • Organiza objetivos de aprendizagem de forma clara e sequencial, desde o básico até o complexo.
  • Facilita a criação de avaliações, assegurando que os alunos sejam desafiados a demonstrar diferentes níveis de compreensão e aplicação do conhecimento.
  • Apoia o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas, essenciais para a aprendizagem ao longo da vida.
Ao estruturar aulas e atividades com base nos níveis da Taxonomia de Bloom, os professores podem garantir que estão proporcionando uma experiência de aprendizado completa e variada, que promove o crescimento cognitivo em diferentes dimensões.





O Mapa dos Mapas....O que são Mapas Conceituais?

O que são Mapas conceituais?

Desenvolvidos por Joseph Novak, baseado na Psicologia Cognitiva de Ausubel, os mapas conceituais são representações bidimensionais de conceitos que se inter-relacionam.

Vejam só o que eu construí para facilitar a compreensão de vocês....o Mapa dos Mapas! Um Mapa conceitual que explica o que é um Mapa conceitual....certo???? :)



Interessante ressaltar que os esquemas mentais, tão explorados no cognitivismo de Ausubel, coincidem com o desenvolvimento tecnológico computacional, a partir da metade do século XX. Isso demonstra uma semelhança importante entre o funcionamento dos computadores com nossos processos mentais. De que forma isso acontece?

"De acordo com esse modelo, a mente, tal qual um computador, recebe inicialmente registros sensoriais que são processados e armazenados na forma de esquemas, os quais são ativados e reestruturados no processo de aprendizagem, e recuperados quando necessários." (Filatro, A. Design Instrucional contextualizado.Senac. São Paulo, 2004.)

Daí a idéia de aprendizagem significativa: a aprendizagem deve ter sentido para o aprendente, e isso só acontece quando a informação ancora-se em conceitos importantes que já existem na estrutura cognitiva dele. Ou seja: os novos conhecimentos que se adquirem relacionam-se com o conhecimento prévio que o aluno possui.

Portanto, constitui-se em importante recurso para aprendizagem, pois podem ser utilizados de diversas formas: como levantamento de conceitos pré-existentes em relação a determinado assunto, síntese, avaliação, planejamento e por aí vai... Vale ressaltar que os Mapas conceituais são grandes aliados aos desenhos de aprendizagem - Design Instrucional - de cursos mediados por computador. O mapeamento dos conceitos e o planejamento de atividades interativas a partir dos "nós" do mapa, geram um roteiro, não-linear e interativo, fundamental para que o designer instrucional possa elaborar possíveis caminhos de aprendizagem para o aprendente online. Desta forma, arrisco em dizer que o formato do mapa conceitual deve ser "rizomático" - (relacionado ao rizoma - modelo descritivo ou epistemológico na teoria filosófica de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Na biologia é um tipo de caule que as plantas possuem, daí a proximidade da forma)

Conheçam o artigo de Tânia Barbosa Salles Gava, Crediné Silva de Menezes e Davidson Cury do Depto de Informática - UFES - Vitória:

Aplicações de Mapas conceituais na Educacao

"O artigo faz uma reflexão sobre a manifestação de idéias e sua representação na forma de mapas, além de propor três aplicações, a saber: como ferramenta para a indexação dos conteúdos envolvidos em um ambiente virtual de aprendizagem, como apoio à revisão bibliográfica e como apoio ao desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem. Indicamos ainda outras possíveis aplicações, onde os mapas podem trazer contribuições através da redução da sobrecarga cognitiva e da amplificação de nossas habilidades cognitivas."


Para quem quiser saber mais, o livro de Antonio Ontoria Penã - Mapas Conceituais - Uma Técnica Para Aprender, é recomendado, embora os mapas utilizados como exemplos apresentados no livro ainda estejam no formato "linear"... ;-)

Outro texto interessante da Marco Antonio Moreira da Univ Federal do Rio Grande do Sul sobre Aprendizagem Significativa e Mapas conceituais.

Se quiser entender mais a relação entre mapas conceituais - rizoma - Deleuze e Guattari - Ciberespaço, "fica a dica" do texto de Paulo Cunha, doutor em Artes pela Universidade de Paris e prof da Univ Fed de Pernambuco: Comunicação no Ciberespaço: redefinindo a relação centro-periferia.