O que é planejamento? Como elaborar um planejamento?

Sobre Planejamento...

Não é de hoje que o ato de planejar está presente no nosso cotidiano. Desde que o homem se viu na condição de imaginar algo, ele começou a planejar de forma intuitiva e isso ocorreu há muito tempo atrás, ainda no tempo das cavernas. Cada vez que pensamos sobre nossos compromissos diários, imaginamos o traçado de um destino, idealizamos uma viagem ou sonhamos com o nosso futuro, estamos planejando. 

Nosso cotidiano pessoal e profissional é recheado de momentos que necessitam ser planejados, mas nem sempre as nossas atividades diárias são planejadas de forma concreta, pois estão tão incorporadas à nossa rotina que fazemos isso quase que mecanicamente, como acordar determinada hora, tomar café da manhã, percorrer o caminho até o trabalho, almoçar, voltar ao trabalho entre tantos outros afazeres diários. Porém, para algumas dessas atividades que não fazem parte do nosso dia a dia, sentimos necessidade de buscar procedimentos mais sistematizados para alcançar nossos objetivos, como por exemplo, fazer uma lista para o supermercado ou escrever na agenda ou celular as prioridades de um dia de trabalho. 

Nestas situações, necessitamos de algo que possa funcionar como um roteiro, um documento, um checklist onde descrevemos detalhadamente o que precisamos e como faremos para atingir nosso objetivo naquele determinado momento. Isso irá facilitar não só o nosso próprio trabalho, mas também o de outras pessoas que estejam envolvidas junto a nós naquela situação, estabelecendo uma compreensão única do que será preciso fazer. 

Atualmente, a necessidade de planejamento e organização do tempo nas atividades profissionais e pessoais tem tido uma relevância tão grande em nossas vidas que fez com que o mercado lançasse várias bibliografias e cursos sobre o assunto, obtendo grande sucesso. Além disso, programas de computador e aplicativos online como bloco de anotações, agenda, lembrete de tarefas, gravador de voz e dispositivos sincronizadores de ações, passam a ser ferramentas imprescindíveis na vida de qualquer pessoa, para uso pessoal ou profissional. 

É portanto, notório a importância e a necessidade de planejar nos dias atuais em qualquer área do conhecimento e atividade humana. 

Mas o que é planejamento? 

O ato de planejar implica em analisar uma realidade - refletindo sobre as condições existentes, e prever as ações possíveis para superar dificuldades ou alcançar objetivos esperados. É portanto, um processo mental que envolve várias habilidades como: análise, reflexão e previsão, por isso, pode-se afirmar que é uma atividade tipicamente humana, presente na vida de todos os indivíduos, nos mais variados momentos. 

Então podemos dizer que planejar compreende prever e decidir sobre um conjunto de ações importantes tais como: 

· O que pretendemos realizar; 

· O que vamos fazer; 

· Como vamos fazer; 

· O que e como devemos analisar a situação, a fim de verificar se o que pretendemos foi alcançado. 

Na educação não poderia ser diferente... 

Educação requer planejamento. Vários são os tipos de planejamento existentes na área da educação: a) planejamento de um sistema educacional; b) planejamento geral das atividades escolares em uma instituição, c) planejamento de currículo e d) planejamento didático ou de ensino que pode ser de um curso, de uma unidade didática (ou de ensino) ou ainda de uma aula. 

Sob esta perspectiva, o planejamento constitui-se uma ferramenta indispensável no trabalho do professor, já que por definição, educação é uma ação intencional e, para tanto, deve ser organizada de modo a atingir os objetivos pretendidos. Essa organização responde pelo nome de Planejamento Didático, um processo contínuo de tomada de decisões, que pode ser dividido em três fases:

fases de preparação do planejamento

A fase de preparação corresponde à elaboração de um roteiro a ser seguido ao longo do período do curso, denominado Plano de Ensino (ou didático). Entre as várias informações necessárias à construção do plano de ensino, uma das mais importantes é a caracterização da realidade onde o curso será desenvolvido. Isso significa responder algumas questões, tais como: 

· Quem são os prováveis alunos do curso?
(professores universitários? alunos de ensino superior? ensino médio? profissionalizante?) 

· Como são os prováveis alunos do curso?
(níveis de conhecimento diferentes? turmas heterogêneas? homogêneas? pertencem ao mesmo estado?) 

· Em que ambiente ele será realizado? (escola? universidade? Presencial? A distância? laboratórios públicos? em casa?) 

· Quais recursos estão disponíveis?
(vídeo, áudio, conferência, material impresso, computadores, mobiles, ...?) 

A partir dessas informações, o professor (ou a equipe) irá orientar suas decisões através dos componentes do plano de ensino, que são:

componentes do plano


Componentes do Plano de ensino

Após caracterizar a realidade com a qual irá desenvolver seu trabalho, o professor irá escolher quais mudanças e/ou transformações pretende realizar em/com seus alunos, ao longo do curso, questionando-se: Por que ensinar?


Ao responder esta pergunta, ele mostra onde pretende chegar com seus alunos e assim, descreve seus objetivos de ensino, que podem ser classificados da seguinte forma:


objetivos



Vale lembrar que a realidade não se apresenta em categorias estanques. No processo de ensino-aprendizagem, transformações de ordem conceitual podem provocar mudanças procedimentais ou atitudinais. 

Com o perfil dos alunos em mãos e os objetivos de ensino já organizados, é hora de resolver: 

O que ensinar? 

Os conteúdos de ensino são unidades de conhecimento que os professores julgam necessárias a seus alunos. São extraídas do processo histórico de construção de conhecimento, empreendido pela humanidade, e selecionadas a partir das demandas da realidade. 

Em função da área de atuação, os professores selecionam conteúdos de ensino necessários à formação profissional e correspondentes às demandas contemporâneas. 

O conhecimento do perfil dos alunos, a clareza dos objetivos e a determinação dos conteúdos NÃO garante a efetivação do processo ensino-aprendizagem. É fundamental escolher adequadamente os procedimentos e recursos de ensino que serão utilizados no decorrer do curso, ou seja: Como ensinar? 

Os procedimentos de ensino correspondem ao conjunto de ações desencadeadas no ambiente de ensino-aprendizagem, de modo a proporcionar o trabalho do professor e dos alunos, com os conteúdos, em direção à concretização dos objetivos. Procedimentos de ensino, ao longo da história da educação, têm sido conhecidos também como técnicas ou estratégias de ensino. A área do conhecimento em educação responsável por sua investigação é a Metodologia do Ensino. 

Os procedimentos baseiam-se na relação professor-aluno, aluno-aluno ou, simultaneamente, em ambas. 

· Aluno/professor: é importante que o professor mantenha o interesse do aluno e estimule-o no seu processo de aprendizagem. 

· Aluno/aluno: ocorrem de duas maneiras - primeiro, com caráter social, e num segundo momento, através de trabalhos em grupos, lista de discussão e outros, com caráter educativo. 

Os procedimentos de ensino baseados em situações da realidade, sejam simuladas ou reais, podem ser definidos como problematizadores, quando partem do pressuposto de que os alunos, de forma individual ou coletiva, são co-responsáveis pelo processo de aprendizado e que o professor atua como mediador desse processo. 

De todo modo, cursos podem utilizar diferentes procedimentos de ensino, em função, por exemplo, das características da área de conhecimento do curso, do perfil dos alunos e professores, dos objetivos esperados, da modalidade de ensino, além da necessidade ou pertinência do uso de recursos tecnológicos mais sofisticados. 

A utilização dos diferentes procedimentos de ensino depende da utilização de recursos de ensino, que correspondem a todo tipo de material que constitua subsídio para a elaboração do curso. Ou seja, os recursos de ensino correspondem ao material de apoio e são organizados de acordo com as necessidades dos procedimentos de ensino. Podem ser: 

· Recursos visuais simples, como esquemas, desenhos, tabelas, gráficos, imagens, fotografias, diapositivos (slides), ou mais elaborados, como animações, vídeos digitalizados, CDRom. 

· Recursos sonoros, como gravações de músicas, entrevistas, narrações, palestras, depoimentos, entre outros. 

· Recursos bibliográficos, como textos, livros, periódicos, apostilas, páginas na web, como temos utilizado neste curso. 

Para quem ensinar? Por que ensinar? O que ensinar? Como ensinar? E como ter certeza de que as decisões tomadas são as melhores? 

São os procedimentos de avaliação que permitem verificar a efetividade do processo ensino- aprendizagem, identificando facilidades e eventuais dificuldades, e promover as alterações necessárias ao longo do curso. Os dados coletados a partir dos procedimentos de avaliação permitem ao professor tomar decisões sobre o andamento do programa. A avaliação pode ser diagnóstica, formativa e somativa.

avaliação

Considerações Finais

Um bom planejamento didático tem algumas características tais como coerência e unidade, continuidade e sequência, flexibilidade, objetividade e funcionalidade, além de clareza e precisão. 

Frente ao exposto, entende-se que o planejamento didático é, para o professor, uma ferramenta indispensável e eficaz na sua práxis pedagógica, permitindo orientar o aluno e propor intervenções na sua aprendizagem. Como vimos durante neste texto, é por meio desta poderosa ferramenta que se desenha e articula conteúdos, objetivos, procedimentos, recursos e formas de avaliar. 

Neste sentido, se o objetivo do professor é a aprendizagem do aluno, por meio de uma boa prática de ensinagem, planejar suas aulas é um compromisso com ações de qualidade e garantia do alcance das expectativas e objetivos desejados. 



Referências Bibliográficas

GIL, A. C. Didática do Ensino Superior. São Paulo: Atlas, 2006.

HAIDT, R. Curso de Didática Geral. Série Educação. São Paulo: Editora Ática, 2009. 

MASETTO, M. Competências pedagógicas do professor universitário. São Paulo: SUMMUS, 2010.

MASETTO, M. Docência na Universidade. São Paulo: PAPIRUS, 2010.

MASETTO, M. O professor na hora da verdade. São Paulo: AVERCAMP, 2010.

PERRENOUD, P. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L.. Docência no Ensino Superior. São Paulo: CORTEZ, 2010.

SCARPATO, M (org). Os procedimentos de ensino fazem a aula acontecer. São Paulo: AVERCAMP, 2014.


Sorteio na aula? Boa ideia!

Wheel of Names
Em alguns momentos, durante a aula, propomos sorteios para composição de grupos, distribuição de papéis (relator, redator...), ordem de apresentações, entre outras coisas. Na maioria das vezes, os estudantes reclamam do formato do sorteio - papeizinhos? escolha aleatória? números? 

A ferramenta Wheel of Names pode ser útil para essas atividades, deixando processo de escolha aleatória mais transparente durante as atividades. Além disso, o caráter lúdico da ferramenta sempre desperta suspense no momento da sua utilização.

Para utilizá-la, basta acessar a URL, alimentar a lista de nomes desejados para sorteio e utilizar! 

Mão na massa - Aprendizagem criativa?

Nada como colocar a mão na massa para aprender de forma mais significativa... Já ouviu falar que a gente só aprende fazendo? 

Então, as atividades mão na massa - também conhecidas como atividades hands on,  agregam um valor fundamental para a educação da atualidade. Aproxima os estudantes do conteúdo e permite a prototipação de ideias que concretizam o aprendizado.

Quer começar já? Então acesse o especial MÃO NA MASSA do Porvir. Lá você encontrará atividades para iniciar atividades com a sua turma sem perder tempo... 

De quebra o Porvir oferece um simulador para você pensar no espaço MAKER dentro da sua instituição. Basta clicar aqui!

Só não faz quem não quer... ;)


Educação Midiática - Media Literacy

Mais do que nunca faz-se necessário enfatizar a Educação Midiática. A escola é um dos principais responsáveis na formação de estudantes conscientes das suas escolhas digitais, o que resulta em cidadãos digitais críticos e informados do que ocorre no mundo online (e offline). Os estudantes hoje tem contato com muito mais informação que as gerações passadas e a quantidade só aumenta. É o excesso de informações. Como lidar com isso? Hoje já não se diferencia mais os papéis de leitor, curador, produtor ou crítico de conteúdos, já que a era da informação acabou com essa definição. Como dar conta de tudo isso?

FakeNews, Bolha Informacional, Conteúdo Patrocinado, Desinformação, Conteúdo Viral.... são tantas emoções!!!

Mas o que, afinal, é educação midiática?
Conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos — dos impressos aos digitais.
O Instituto Palavra Aberta  dá uma mãozinha (e que mãozinha!), para facilitar o caminho das pedras na elaboração de um currículo pensado para a Educação Midiática. Interessou? Então clique aqui e conheça o Educamídia que vai te ajudar a ficar por dentro deste universo.

No site você vai encontrar Infográficos, Ideias de Habilidades a serem desenvolvidas e Recursos, tudo para você pensar em um currículo que priorize a Educação Midiática na sua instituição.


e-book: Criatividade – mudar a educação, transformar o mundo

Criatividade – mudar a educação, transformar o mundo, o novo livro digital do programa Escolas Transformadoras, apresenta a criatividade como um valor e uma habilidade essenciais para a formação de pessoas capazes de transformar a educação e a sociedade. 

Aqui, mais de 40 autores e autoras, entre estudantes, professores, gestores de escola, pesquisadores, profissionais do terceiro setor e professores universitários, abordam a criatividade como um dos valores transformadores essenciais para a superação de desafios na educação.

A publicação tem sua origem no Encontro Nacional realizado pelo programa, no Instituto Brincante. No encontro, a coordenação do programa organizou vivências sobre criatividade com o intuito de fomentar os diálogos e trocas entre sua rede.

Uma dessas vivências foi uma rodada de cocriação que visava, justamente, assentar as bases para a edição desse livro.

e-book: Recriando a Educação


e-book: Recriando a Educação
A Fundação Telefônica/Vivo em parceria com o GELP (Global Education Leaders Program - grupo que reúne líderes educacionais de vários países para refletir sobre novos caminhos da educação), traduziram para o português o livro Redesign Education - Recriando a Educação, que reúne reflexões, aprendizagens e experiências sobre os processos de inovação e transformação na educação. 

Uma contribuição importante para instrumentalizar quem acredita que é possível transformar pessoas, via Educação!

Fazem parte da publicação os seguintes temas:

capítulo 1 — Transformando a educação agora: forças incontroláveis de mudança
capítulo 2 — Constituindo um ecossistema de aprendizagem: novos atores, novas parcerias
capítulo 3 — Horizontes em transformação e realidades emergentes
capítulo 4 — Além dos fragmentos:escalabilidade e difusão
capítulo 5 — Possíveis trajetórias para a transformação
capítulo 6 — Reformulando a liderança nos sistemas educacionais do século XXI
capítulo 7 — Transformação dos sistemas:um trabalho em andamento

e-book: Modernidade e Sintomas Contemporâneos na Educação

e-book UNESP NEaD
O Núcleo de Educação a Distância da UNESP oferece várias publicações digitais gratuitas elaboradas pela equipe de autores/docentes da instituição. Já divulgamos outras publicações por aqui, mas acredito que este título - Modernidade e Sintomas Contemporâneos na Educação - veio em um excelente momento, já que temos enfrentado um cenário bastante complexo na Educação. 

Organizado por Carina Alexandra Rondini, especialista em Educação Especial Inclusiva e docente da Unesp, o livro reúne 10 artigos científicos fruto da pesquisa de 26 educadores e psicólogos universidades públicas e particulares. 

Os artigos buscam apontar caminhos para um processo de ensino e aprendizagem contextualizado com as mudanças tecnológicas e sociais das últimas décadas.

Clique para fazer o download gratuito!


Currículo de referência em Tecnologia e Computação

O CIEB - Centro de Inovação da Educação Brasileira, construiu um Currículo de Referência em Tecnologia e Computação, pautado nas habilidades e competências da BNCC

Uma grande contribuição para quem não quer perder tempo e quer colocar em prática algo que temos esperado tanto...

Clique aqui para acessar o material digital e fazer o download do currículo!

imagem interativa do currículo do CIEB

Revista - Aprendizagem Criativa

revista Aprendizagem Criativa
Muito bacana a iniciativa da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, a Fundação Lemann e o MIT Media Lab ao lançarem uma publicação que compartilha as experiências das oito iniciativas selecionadas em 2018 pelo Desafio Aprendizagem Criativa Brasil (DAC Brasil).

A ideia é compartilhar práticas de forma a inspirar professores a realizarem projetos criativos no seu cotidiano, desmistificando a ideia de que isso possa ser difícil ou oneroso. Tendo como ponto de partida os 4 Ps que são a base da aprendizagem criativa: paixão, pares, pensar brincando (play) e projeto, mais o cenário de cada local trabalhado, a publicação mostra exemplos concretos de protagonismo e trabalho em equipe.

Acesse a publicação, baixe e inspire-se! 

Curadoria de Informações - Coleção de conteúdos - WAKELET

Você conhece o WAKELET ? Uma ferramenta incrível, fácil e amigável para armazenar seus conteúdos digitais preferidos! O WAKELET pode ser utilizado para fins pessoais, profissionais e educacionais. Ele faz uma coleção de informações selecionadas por você e as armazena por temática, facilitando sua busca posteriormente. Além disso, armazena links, vídeos, imagens, entre outros e permite compartilhamento das suas coleções.

Wakelet é uma interessante plataforma que ajuda a criar coleções de conteúdo a partir do que vemos na Internet, ideal para realizar trabalhos acadêmicos, por exemplo. Com Wakelet podemos assim administrar links e coleções, reordenando as coleções em nosso perfil e personalizando o aspecto das mesmas para compartilhá-las com outras pessoas. Podemos editar o título, a descrição e a imagem de cada link individual que agregarmos, assim como, incluir nossas próprias imagens e anotações nas coleções. Cada uma delas pode ser privada ou pública, e sempre é possível incorporar coleções em sites, seguir coleções de outros usuários de Wakelet e usar a plataforma integrada de mensagens.

Programa Google Innovators - Fluxograma - Desafio

Selo Innovator
Estamos em pleno vapor neste ano de 2019 para a Certificação de mais um grupo de educadores inovadores - os famosos Google Innovators. Se você é um educador que se destaca dos demais, navega contra a corrente cotidianamente, pensa em coisas que ninguém acredita e se sente sozinho de vez em quando, acho que você deve pensar em se inscrever nesse processo!

O link para realizar a inscrição e um super treinamento sobre como se preparar para as certificações Google For Education você acessa no website do Google Teacher Center. (Conheça os Innovators - inclusive euzinha aqui!!!) 

Grupo Innovators 2017

Para 2019 o processo de inscrição está sendo realizado através de uma plataforma exclusiva que permite que os passos sejam dados aos poucos e você consiga acessar o sistema a qualquer momento para ir completando sua inscrição. As inscrições foram abertas em janeiro e seguem até 27 de setembro. 

Neste post, um fluxograma incrível para construir seu desafio, elaborada pela Google Innovator FabianeAguiar , para facilitar sua vida. E lembre-se, esse fluxograma foi construído para o desafio do projeto de innovator, mas pode servir para descobrir o desafio de qualquer projeto que você venha a realizar.

Inspire-se acessando os links indicados, assistindo aos vídeos, conhecendo pessoas que estão compartilhando práticas, gerando aprendizagem significativa, engajando alunos no Brasil inteiro....

Acesse o Teacher Center no http://certifiedinnovators.com, escolha o menu certificações e comece a sua inscrição.

Siga o GEG Brasil para todos os detalhes da certificação. Acesse:

http://instagram.com/geg_brasil 
http://facebook.com/groups/gegbrasil

e-book: 8 passos para construir uma aula criativa!

O site SementeMaker - Pedagogia do Fazer organizou um e-book com dicas para planejar uma aula criativa. A "pegada" do material é a cultura maker, queridinha de todos educadores atualmente. 

Navegue pelo site e conheça mais projetos criativos! Você ficará surpreso com o que poderá aprender por meio de dicas simples e precisas para modificar sua aula !

Acesse o site, faça o cadastro e realize o download GRATUITO!

Curtas que arrebatam - sugestões de vídeos

Os autorretratos de Frida Kahlo (Finger and Toe)
A criança pequena é carente de boas indicações e referências diferenciadas para o trabalho na escola. Normalmente as indicações vem carregadas de estereótipos, seja no que se refere às imagens ou ao conteúdo.

Organizado pelo Laboratório da Educação, a série CURTAS QUE ARREBATAM é uma coletânea de vídeos para assistir com os pequenos. 

São vídeos especiais, com temáticas interessantes que servem de ponto de partida para um trabalho pedagógico bacana com seus alunos. Dá uma olhada lá! Tenho certeza que você vai gostar!

Clique aqui para acessar a série!


O que querem os alunos conectados?

Instituto Claro
Dicas valiosas para trabalhar em sala de aula com os alunos conectados... Tente inserir esses 4 passos no seu Plano de Aula.

1) Aprender ativamente - os estudantes aproveitam melhor as aulas quando participam da construção do conhecimento. Pense em atividades nas quais os alunos sejam os protagonistas. 

2) Cooperar é preciso - estimule a cooperação: a cooperação entre os alunos é um fator importante para o bom desempenho escolar. Organize grupos, solicite atividades em duplas, trios, grupos, incentive a colaboração.

3) Retorno rápido - promova atividades com feedback imediato: quanto mais oportunidades os estudantes tem de aplicar as ideias aprendidas e checar seus erros e acertos, mais rápido aprendem. Quizzes ao final da aula são uma boa alternativa!

4) Escola conectada com o mundo lá fora - relacione o conteúdo ao mundo real: conecte o conteúdo dado em sala de aula com a realidade dos alunos, para despertar seu interesse. Não distancie seus exemplos de coisas que eles possam aplicar imediatamente. Dê concretude ao que está explicando.

Novas Gerações, novos pensamentos...

Educar as novas gerações de alunos hiperconectados é um desafio que conheço bem. Estou no magistério há muito tempo (mesmo!) e acompanhei várias mudanças, porém, nenhuma tão significativa como a chegada da internet e com ela as TDIC - Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação.  Por isso, sempre me perguntam como o aluno nascido no meio digital lida com o modelo tradicional de escola e se hoje em dia o uso de novas tecnologias em sala é adequado.

É preciso ter muito cuidado ao falar sobre a relação entre o aluno digital e a escola. Os alunos pertencentes a essa geração reconhecem a importância da escola e dos professores, porém, não acreditam mais no seu modelo atual. O modelo que se apresenta hoje, da educação infantil ao ensino médio, é o mesmo que conhecemos há mais de um século – grade curricular dividida em disciplinas fragmentadas, sem interdisciplinaridade entre as áreas, procedimentos pedagógicos ultrapassados subutilizando as tecnologias ou simplesmente ignorando-as, falta de espaço para inovação e criatividade e conhecimento desconectado do mundo lá fora.

Apesar de termos avançado em uma série de aspectos – inclusive no que se refere ao uso de tecnologia aplicada a novos procedimentos pedagógicos, ainda temos uma escola centrada nas ações do professor e não no aluno. Estamos habituados a colocar o professor como o principal ator no processo pedagógico quando, na verdade, o aluno deveria estar no centro, junto com o professor. Ainda existe um certo receio de deixar os alunos à vontade no uso das tecnologias digitais e equipamentos eletrônicos, como por exemplo algo que possa fugir ao controle da aula e/ou do professor. É preciso inverter a lógica da sala de aula tradicional para que possa ser sentida uma mudança efetiva.

Acredito que o descompasso entre alunos imersos no meio digital e professores “de uma outra época” está diminuindo... e que temos grandes desafios quando o assunto é a educação para essa geração digital. Embora boa parte dos professores ainda insista em fechar os olhos a todas essas mudanças iniciadas com as TDIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), o descompasso tem diminuído, pois é muito fácil perceber que não se pode mais voltar atrás! Acredito que o maior desafio agora tem sido em como implementar as tecnologias digitais de forma adequada e relevante, para que a tecnologia não seja utilizada sem planejamento ou sem intenção pedagógica.

E aí chegamos no papel do professor nesse complexo cenário....Como se preparar para tudo isso?
Sem dúvida, o professor é uma peça-chave em todo esse contexto! Apesar de as instituições serem responsáveis pela estrutura física e material, o professor deve ser o start das mudanças pedagógicas dentro da sala de aula junto a seus alunos, proporcionando novos espaços conectados de aprendizagem, experimentando diversas ferramentas digitais e metodologias inovadoras, mantendo-se próximo dos alunos, ouvindo-os mais e incentivando-os em novos projetos. O professor não deve esperar que a Instituição lhe ofereça formação tecnológica adequada para se apropriar das TDIC e modalidades de ensino diferenciadas, mas sim ter iniciativa, ser sujeito da sua prática, cultivar a pesquisa para si e para seus alunos, aproveitando tudo o que a grande rede pode lhe oferecer. Atualmente, a internet está repleta de tutoriais, comunidades de aprendizagem, cursos online, MOOCs e listas de discussão, que devem fazer parte da formação indireta do profissional de educação.

É incrível como essa nova geração de alunos tem desafiado a escola... Acredito que essa geração tem trazido questões fundamentais para a escola repensar seus processos e autoavaliar-se, não só no que se refere ao uso das TDIC, mas também em relação à disciplina, autonomia e pensamento crítico. Essas questões acabam impactando a atuação dos professores, coordenadores, diretores e o espaço escolar, resultando em mudanças, ainda que não tão rápidas como gostaríamos. O perfil cognitivo de uma geração habituada a transitar no espaço digital apresenta-nos novas habilidades comunicacionais, novos comportamentos, novas formas de se relacionar com o conhecimento e uma horizontalidade nas relações interpessoais que favorecem ambientes mais acessíveis e democráticos. Por outro lado, entendo que é de responsabilidade da escola proporcionar o bom uso das TDIC, de forma relevante e intencional, mantendo tradições e valores que ainda são fundamentais para a formação de qualquer cidadão que almeja uma sociedade mais justa e igualitária.

Qual é a imagem da escola do futuro? Nesta perspectiva, vejo a escola do futuro como um local extremamente conectado, por meio de redes colaborativas, onde professores e alunos possam exercitar sua autonomia, tanto no ensinar como no aprender, vivenciando processos inovadores e criativos em diversas linguagens, onde a tecnologia seja o elo entre todos esses processos relacionais e formativos.

BNCC - fique por dentro!

A NOVAESCOLA juntamente com a Fundação Lemann prepararam um guia espetacular para quem quiser saber mais sobre a BNCC - Base Nacional Curricular Comum e entender como ela irá impactar o dia-a-dia da escola. 


Dividido em várias trilhas sobre diversos assuntos e componentes curriculares, funciona como um pontapé inicial para a discussão e implementação de um currículo vivo a partir das competências elencadas na BNCC. Portanto, só não fica por dentro quem não quer.... ;)

BNCC na Prática: Entenda como a Base Nacional Comum Curricular vai mudar o seu dia a dia na escola

Os itinerários formativos também foram destrinchados pelo PORVIR! Para entender um pouco mais, acesse pelo link: PORVIR - Itinerários Formativos

Não deixe para depois! Instrumentalize-se! É dever do professor estar por dentro desses assuntos!

e-book: Na trilha da Alfabetização

O Instituto Natura elaborou um e-book gratuito para baixar com uma trilha sobre Alfabetização e Leitura bastante útil para trabalhar com os pequenos.

Vale a pena dar uma navegada pelo site do Instituto para conhecer outras iniciativas e materiais em Educação.

Para baixar o e-book, clique aqui!


A educação pode acabar com as fake news?

Kadu Braga, consultor em tecnologia educacional e Google Innovator prá lá de competente, discute sobre as FakeNews (notícias falsas) nessa deliciosa entrevista para o PandaCriativo.

Para Kadu:
Uma informação falsa compartilhada por seus pais, seus melhores amigos ou companheiros afetivos tem uma maior potencialidade de ser aceita enquanto verdade, uma vez que se confia subjetivamente na pessoa que a compartilhou — e não necessariamente isso envolve a pessoa ou grupo que produziu a informação em questão.
Clique para ler a entrevista completa!

Jovens são agentes transformadores capazes de instruir sobre as mazelas da era digital. Fonte: PandaCriativo

Habilidades Digitais do Professor

A nossa querida, competente e atuante Google Innovator Roberta Aquino, fez um infográfico interativo (usando a ferramenta já comentada aqui no nosso blog - o Genial.ly) sobre as Habilidades Digitais Básicas que um professor precisa ter. São 5 trilhas a serem percorridas com dicas de programas, ferramentas e aplicativos. Confira!


Softwares Educacionais Inclusivos

Boa notícia!!!! Dica de 10 Softwares Educacionais de Apoio ao Ensino que tem o objetivo de auxiliar pessoas com deficiência intelectual e autistas no processo de alfabetização, matemática básica, aprendizagem social etc. Os softwares são gratuitos, desenvolvidos na UnB. Qualquer pessoa pode baixar. 
Divulguem... Projeto Participar ! Cliquem aqui para baixar.